quinta-feira, 9 de abril de 2026

promessa


deixaram meu amor brotar

e ser muito sereno

no chão, no sal da terra

na crença de ser calmo

é pele rachada

o rio seco segue cego pela chapada

é tanto que nem é, desemboca no vazio

a fé segue lenta, escorre e afunda

na pele rasgada

juro não perder mais onde vai a estrada

juro que nem quero mais aquela madrugada

espero deixar meu amor crescer, florescer

e ser tranquilo ou quem sabe nada

e é a fé que corre, a fé que gira e move

nascer, crescer, viver, perder,

morrer, renascer, morrer

da pele rasgada

espelho torpe aura amargurada

pão e vinho, partir-se em ceia equivocada

rasgar-se então, doar-se em vão

beber da fonte e pagar com a escarrada.

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