sábado, 11 de abril de 2026

perjúrio


 

havia um vulto alaranjado que frigia

manhã silenciosa, vi o dia nascendo

nada fácil prender os olhos no horizonte

quando há tanto cansaço, pálpebras pesadas

e nenhuma missão ou promessa cumprida

porque as coisas se arrastam como relógios

com pouca corda, quantas cordas

quanta poesia é necessária?

mal sei daquele primeiro raio que chegou atrasado

que deveria ter brotado há tanto tempo atrás.

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