domingo, 22 de março de 2026

poema da desimportância


nada está em ordem

o hábito não é bom

e o silêncio é maculado

os mantras de Manoel de Barros

ecoam nas desimportâncias

e estou diante de mim

com braços sobre meu peito

 

tudo é menor

e desimportante

por certo somos

coisas cheias

de um vazio redundante

como se todo o tanto

mal bastasse

 

meu diário é prólogo

de desimportâncias valiosas.

 

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