é o torpor e não há comando
seu corpo e o meu juntos é hecatombe
e consigo o que quero
acidez subjetiva e atômica
que transborda
não há fronteiras
é um mundo encravado noutro
não cabe adjetivo
somos mesma matéria escura
a nervura e o tremer do músculo
que na carne mesmo morta vibra
não há fotografia que revele
o que está tatuado em nossa pele
ou um retrato real e devasso
que ousaria expor-nos
na parede da sala de jantar.
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