hei de propagar com fé
idílica e profana seu nome nada pagão
vangloriar a assimétrica imperfeição
e as dádivas ocultas da vida
ouvi o dono da noite num chamado
ecoado da sua cantiga vívida que modificava urais
pedindo que ressoassem sua obra pura
hei de ocultar-lhe em versos visíveis
livres da visão atormentada dos que
não têm louro ou serventia
entoarei uma divindade moura que ele ostenta
e dirão que deuses são mudos
para manter o mistério do silêncio
e cada vez que calo é seu o segundo morto
o que sinto é hábil tom destoante
o seu nome distinto e escondido em si.
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